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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Dilemas de Nós Mesmos- Minhas experiências na Umbanda. Em que ponto você considera uma traição?

CONTOS DE ENE: Um casal. Uma garota. Um evento. Minha hora da verdade.



     As semanas santas como todos sabem é importantíssima para católicos, evangélicos, espíritas, umbandistas sinceros, lembram a penitência, morte e ressurreição de Cristo. Nós aqui no Uruquê (nome bastante peculiar, que na verdade é indígena) organizamos uma caminhada ecumênica que, aliás, foi a primeira. Eu estava carregando duas cruzes, a cenográfica que não tinha nada de falsa, era realmente de madeira e pesada e a outra(cruz)da culpa.
È que só eu sabia que a recém chegada cachos dourados estava apaixonada pelo líder do nosso centro e seria capaz de tudo pra separar ele da nossa orientadora. E o pior, ele sabia.

     Como eu sei? Eram duas semanas antes da Paixão de Cristo quando a menina desabafou pra mim, depois de nossos ensaios a noite que era na casa deles. Imagine só: Os dois trocavam olhares discretamente, eu notava tudo e ficava triste por esconder isso da esposa. Você pode até me chamar de covarde ou de fraco, mas não vai dizer isso até o fim desse conto. Voltando, fui deixá-la em casa por volta das dez da noite e ela me contara no meio do caminho que eles conversavam muito pela madrugada, por bate-papo. Ela falava sobre seus sonhos, seus medos, desabafava, pedia conselhos, mas ela foi se apegando tanto que não agüentava passar uma noite sem facebucar com ele.
Fiquei aparentemente chocado, eu só queria ter a certeza da boca dela; ”Mas ele é casado” Foi a minha exclamação a noite toda, mas isso não basta para arrancar uma paixão do coração. Você sabe. E a partir daquele dia estava guardando um segredo (Ela me pediu e eu prometi), Um segredo que não era meu e que prejudicaria alguém, guardado ou revelado. Mas prejudicaria, e eu não teria culpa. Mas comecei a sentir. Ela, muito linda, bastante atraente, arrancava os assobios dos marmanjos onde quer que passasse, mas eu a  via como irmã.Ele sempre educado, carismático, até onde eu sabia era fiel a esposa(Ele também me contava certas coisas de sua vida e seu passada e eu sentia isso mesmo mas dessa vez ele se encantou por sua filha de santo.Ele sabendo desse amor não quis fazer algo para impedir seu crescimento, pois sentimento é como uma semente, deixe crescer que ele cresce e dá frutos. Ele não cortou as conversas de bate papo e ia cada vez mais a fundo nos assuntos, segundo ela.Sei lá, hoje eu penso, que ele estava testando o seu poder com as mulheres, só por curiosidade,todo homem faz isso um dia,pra ver se a sua flecha ainda atira depois de casado ou ainda chama atenção, normal para o homem, desculpe não é machismo, é honestidade mulheres.O meu amigo casado com minha amiga tendo um affair com outra amiga minha.Mas eu tenho valor pelo casamento e a essa altura eu deveria ter um posicionamento, até porque eles tinham um filho. No lugar da cachos dourados isso pesaria pra você?E pra você  até que ponto começa uma traição? O contato físico ou o virtual? É preciso o cara transar com outra mulher ou pensar nela pra trair, na sua opinião? É complexo pra uns, por mais que as garotas digam que não, e que traição pode ser qualquer sinal, mas há mulheres que não se sintam ameaçadas com uma paquera virtual de seu namorado. E, tem outra questão dá atenção tem o mesmo peso que deixar ela se apaixonar mais e mais e já é traição?E você faria no meu lugar? Sim, eu imagino sua resposta mas não esqueça que havia um evento em jogo, havia uma data programada a meses e organizada com muito esforço. Abrir a boca antes seria o fim, pois não teríamos cabeça para evento, simplesmente não Aconteceria. E a comunidade que estava esperando, ficaria onde? Seria um escândalo. Pra você que diz que revelar a verdade é atemporal, mas não sabe o esforço que deu pra realizá-lo. Armar um barraco no dia seguinte que eu fiquei sabendo de tudo seria pra pedir que cancelássemos a Paixão de Cristo o, ou seja, todo aquele esforço que começou em Dezembro de 2012 foi em vão. Eu tinha que pensar com a razão. O evento envolvia crianças, idosos, muita gente, cancelar por causa de uma garota seria muito drástico. Eu deveria segurar até o fim do evento. Um segredo que uma hora ou outra estragaria o relacionamento de todos os quatro juntos. Mas como não envolvia só os quatro (A de cachos, a minha orientadora, ele e eu) então eu deveria pensar em todos do centro. E guardei até onde pôde. Até o momento que...
(No próximo conto, aguardo você)


Escultura De Aleijadinho

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Alô Solteiras: Tipos de homem que não prestam pra você

Cada um tem o seu gosto, mas nada justifica um mau gosto
Exibido, neurótico, egoísta, viciado em trabalho e outros tipos de caras para passar longe
Você está ficando, namorando ou interessada em um garito que todas as suas amigas falam que não te merece, mas você insiste em achar que elas estão implicando com você?


1. O cara que não é seu!

Se o cara insistir em te chamar para sair somente às segundas ou terças-feiras à noite, fique de olho, pois onde há fumaça, há fogo. A maior parte dos caras que estão em um relacionamento sério passa o fim de semana com as namoradas.

2. Príncipe Narciso!

Prefere namorar uma menina bonita com cara de modelo, que causaria inveja a todos os amigos, mesmo que fútil e sem personalidade, ao invés de arrumar uma namorada gente boa para ser amiga e namorada.







3. Cara chato, meu!

Sempre marca saidinhas com os amigos dele – e você sempre vai com um sorriso no rosto -, mas quando chega a sua hora de levá-lo para sair com a sua galera, ele arranja uma desculpa ou vai e fica de cara feia. Ou pior, nunca te convida para sair com os amigos dele. Vai sempre sozinho, te exclui do passeio e só pensa nas coisas dele.


4. Cara nhenhenhém


Sempre chama uma terceira, quarta ou quinta pessoa para sair com vocês; parece nunca estar satisfeito apenas com a sua companhia, e vocês nunca tem os encontros românticos que merecem.







5. Demagogo

Fica a semana inteira no seu pé te chamando para sair, e na hora do vamos ver, diz que esqueceu e não cumpre a promessa.

6. O cara que só te dá atenção depois que...

Se o príncipe só te liga de madrugada ou aparece quando os programas dele foram por água a baixo, dê um pé na bunda, afinal, ninguém merece ser a última opção.







7. Carinha enrolado
Se você está ficando com um cara comprometido, que faz juras de amor eternas pra você e promete que vai terminar, mas nunca põe um ponto final na relação, se liga, pois as chances de ele ser um babaca são absolutas.




8. Mauricinho

O típico filhinho da mamãe, que muitas vezes não percebe que ela mais ajuda do que atrapalha no relacionamento. Além de ser mimado, segue às riscas qualquer conselho banal que a mãe sugerir.



9. Ele só tem AMIGA

Ter amigas mulheres nunca foi e nem será um problema MAS quando ele não tem amigos homens e sempre vai sai  com as meninas – e você ainda tem que aguentar isso quieta.


10. Seu Malvado Favorito



Tem cara que parece ter tesão em brigar; não pode ver outro olhando para você, que já voa pra cima e parte pra briga. Esse tipo de homem só traz problema.



11. Ele parece um vulcão


Não estou falando na cama, mas se ele saiu com você poucas vez e já pede em namoro e compra aliança. O cara é neurótico!









12. Ninguém confia nele

Mente sem ter o menor motivo, apenas por mentir. Cuidado, isso pode ser doença.




13. Coitadinho dele

Está fazendo besteira mas sempre arruma uma forma de inverter e fazer você se sentir culpada, dizendo que não esta tendo o seu apoio  – e ainda fazer você pedir desculpas. Minha irmã, isso é dose.


14. Animal irracional

Só quer saber de transar na hora em que der na telha dele, e na maior parte das vezes não se importa em te satisfazer sexualmente.







15. Depressivo-Dramático

Está sempre pra baixo, não quer sair de casa e qualquer briga ameaça se matar – sim, eles estão à solta.




16. Inseguro

Tem ciúmes de tudo e de todos, acha que você é a maior vadia do pedaço e que vai dar para o primeiro macho que passar.





17. Orgulhoso
Nada nunca está bom o suficiente para ele; se acha melhor que todos e não curte se misturar.



18. Hipócrita

Quer que a namorada seja uma dama – e se vista como uma. Não aceita nenhuma forma de inovação entre quatro paredes, pois não quer namorar uma “prostituta” – prefere uma menina frígida para trair, do que uma gostosa para exibir.







19. Onde está ele?

Parece ter vergonha de aparecer em público com você; estão juntos há mais de ano, mas evita ter qualquer forma de interação com você no Facebook, ou chegar ao rolê de mãos dadas.







20. Viciado em trabalho

É aquele que só pensa em trabalho. Sai tarde do escritório, trabalha de fim de semana e no tempo livre só quer descansar e dormir para recuperar as energias. E você, onde fica nisso?






21. Boy Ilusão
Aquele cara que não trabalha, não estuda e vive sem objetivo algum de vida. Sai dessa ou você acha que isso vai mudar um dia?




22. Fútil muito fútil

Só sabe falar de academia, carro importado e mulheres gostosas. Vai para a balada de camarote, compra a bebida mais cara só para atrair mulheres e mais mulheres. Presta atenção, porque você só vai ser mais uma. 


23. Mesa de bar
Não consegue passar um dia sem beber, e sempre que vocês vão para o rolê, ele acaba passando do limite e ficando muito bêbado; fazendo você passar vergonha e até ter que cuidar dele.







CONSELHO DE ENE:
"Infelizmente a maioria dos homens solteiros tem muitas dessas características. Porém, não importa o quanto você vá sofrer, mais vale um pé na bunda bem dado do que uma mulher infeliz. Fique ligada, pois todo o tipo  de homens está à solta por aí, e se você se identificar com mais de uma das opções, comece a pensar melhor no caso e não perca tempo, vire o disco, pois a fila anda e o amor é cego"



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Dilemas de Nós Mesmos- Minhas experiências na Umbanda-Parte 2

CONTOS DE ENE: Vencemos a discriminação e mostramos que também podemos.



Levei um fora de uns cachos dourados ontem a tarde. Eu tinha falado com ela a uma semana e ela me disse sim, mas ontem ela mandou um recado pela irmã caçula que não poderia mais dançar comigo. Isso mesmo, dançar, se você achou que fosso outra coisa. A pequena disse que a irmã estava cuidando dos preparativos para o casamento. Eu estava muito animado, os ensaios, a dança, a nossa apresentação foi a única razão pelo qual a gente voltou a se falar, depois de mais de seis meses (intrigados). Mas deixa pra lá, que ela seja feliz com o seu amor. Porém ela continua aqui no meu conto.

Há menos de um ano ela começou a freqüentar o nosso centro. Tinha problemas com o pai e as vezes ela passava mal.Por meio de uma amiga, ela conheceu nossa orientadora e encontrou apoio psicológico e amigos como eu.
Repito: Não vamos aqui julgar ninguém. Cada um dos que estão nessa história já sofreram o bastante.

Era começo do ano, Fazíamos eventos dentro da casa e já programávamos outro. Nossa orientadora pensou em fazer algo social, que tivesse a presença da comunidade. Ela teve a idéia de encenarmos a Paixão de Cristo. Na rua. E seguido de outras apresentações culturais. Era Fevereiro e já corríamos feitos loucos, atrás de patrocínio, íamos para casas de tecido pedindo doação para as roupas dos discípulos, pedíamos apoio a políticos. Foi muito difícil conseguir o ônibus que trouxe os capoeiristas e outros artistas da cidade que nos deram a honra e o seu tempo para se apresentar em ar livre para a nossa comunidade de Uruquê. Foi lindo e ninguém tinha feito isso antes. E alguns azedos do bairro ainda falavam que não poderíamos fazer isso, pois não era o nosso papel ou não tinhas condições. Mas fizemos, começamos a via-sacra de um ponto do Uruquê e chegamos até a casa. Todos atores e figurantes acompanhando o cristo, e a comunidade seguia logo atrás como numa romaria, ansiosos para ver como seria a chegada. Soube até que minha mãe chorou quando me viu trazendo a cruz nas costas. Sim, o papel principal era o meu. O mais difícil que eu já peguei, a cruz era quase do meu peso, tinha 40 kg, a caminhada era de um quilometro, curvado e descalço, cheguei com o ombro vermelho e ainda tinha três coreografias para eu apresentar, um gospel com as crianças, um axé de duplas e um tango que dancei com minha amiga dos cabelos loiros. Em que eu ainda tive que pega-la nos braços e segura-la no fim do tango, Foi um março, muito difícil, mas gratificante para qualquer artista, cristão ou individuo que participasse dessas coisas.
Ai, você me pergunta: Não tem foto não tem vídeo? Tem. Mas não tenho mais acesso, não frequento mais o centro. Fiquei só até uma semana após a sexta-feira santa de março de 2013. Por quê? Eu conto no próximo conto.


 
 "sábado santo, Botticelli, detalhe Maria Madalena e o Cristo"



quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Dilemas de Nós Mesmos- Minhas experiências na Umbanda-Parte 1

CONTOS DE ENE: Nossos problemas se tornam menores quando vistos de outros ângulos



  Desabafo, alívio, frutos são algumas das três coisas que achamos em uma igreja, instituição, ou num centro espiritual. Não vamos aqui debater fé de ninguém. Eu tenho a minha religião e cada um tem a sua, alguns não tem nenhuma. Mas o assunto aqui é sobre escolhas e descobertas que eu fiz que poderia ter acontecido em qualquer instituição ou igreja.Mas o lugar especifico aqui foi um centro de umbanda.Algum problema pra você? Não!? Então prossigamos.

  Era a minha segunda casa -e como não seria?-Era onde eu me sentia bem, pra conversar, ouvir, rir, chorar, me respeitavam como eu era. E eu aprendi a também a respeitar os outros com todos os seus defeitos e lá aprendi mais ainda com os dois orientadores da casa. O casal era o mais próximo do perfeito. Ele como orientador era amigo, justo e generoso, tinha o domínio da palavra, segurança e liderança, dificilmente algo o tirava do sério. Ela, a esposa era a devoção e dedicação em pessoa. Sempre nos recebia e nos atendia bem, suas palavras soavam como um colo materno e as vezes como uma mãe mesmo, que nos dava aquela bronca.Conversava sobre tudo e seus ensinamentos era sobre viver e deixar viver. Disso ela entendia bem, pois ela tinha passado muitas tristezas na vida, cuidava quando criança dos irmãos no interior do sertão do Piauí. Os pais acabaram morrendo por um motivo muito trágico e ela teve que deixar a escola para trabalhar e cuidar dos menores. Quase aos quarenta já estava no segundo casamento, o primeiro era uma prisão e não vou mais me aprofundar nesse assunto, pois não cabe aqui alimentar meu blog com desgraças alheias, mas quando ela falava já sabíamos que ela tinha passado por aquilo na pele. Mas nos sorria e víamos que todo problema é superável. Tínhamos que dividir a sua atenção com os seus três filhos, um casal de jovens que não morava mais com a mãe, e um pequeno fruto da união com o nosso orientador. E entre um mingau e outro, uma costura e outra, uma peça de roupa que alguém trazia encima da hora para concertar. Um filho pedindo ajuda e outro visitando a mãe. Ela sempre se doava para os filhos de santo. Um deles era eu, voltava do trabalho e ia direto para o centro, onde eu desabafava as minhas crises familiares, financeiras e pessoais, mesmo quando eu chegava na porta ao ponto de explodir e chorar, eu me sentia aliviado quando nosso orientador me ouvia e nossa orientadora me abraçava. Na dor eu tinha apoio, na raiva eu tinha como descarregar os nervos e na alegria eu tinha com quem compartilhar. E meus problemas pareciam menores quando eu via pessoas entrando com problemas maiores naquela casa. Claro que pra enfrentar a minha mãe é preciso saber domar um leão, mas eu via pessoas chegando naquela casa pessoas com problemas de saúde, já desenganados pelos médicos, pessoas com traumas emocionais fortes, coisas que me faziam agradecer a Deus por não sofrer aquelas dores. Por mais que eu chegasse irritado e chorando algumas vezes, eu depois enxergava minha vida de um ângulo melhor. Mas alegria de uns é tristeza pra outros. Minha mãe ficava com ciúmes, mães escorpianas querem logo saber por que os filhos chegam sorridentes em casa. O que houve? Com quem estava? Fazendo o quê?Mães de escorpião são irritadiças quanto ao dialogo, são curiosíssimas e muito tradicionais. Enfim, ela fazia questão de ir ao centro saber com quem eu estava me envolvendo e o que eu fazia lá. Típico de mães muito zelosas. E ela não gostou nadinha quando eu me tornei um líder de jovens. Isso mesmo, me deram essa responsabilidade devido ao centro as vezes ficar muito lotado com as crianças e os adolescentes. Nosso orientador já trabalhava com os jovens desde a origem do centro no meu bairro, mas na minha época já não podia tomar de conta sozinho e pediu ajuda a sua esposa. Ela se dividia entre as máquinas, suas responsabilidades no congar (o altar e as oferendas) e o grupo jovem, nos juntávamos em circulo pra falar sobre nós mesmos, nossa família, nossa vida, nosso sonhos e ela trazia essa realidade para falar sobre valores, respeito, humildade e fé cristã. Era lindo como ela nos ensinava e a ouvíamos melhor que ouvíamos nossos pais, reclamando de tudo, nos interrogando, nos julgando, ela não, ela sabia como se chegar até nós. Ele, a essa altura estava fazendo visitas ao mais carentes, não vou negar que comecei a admira-lo mais ainda depois que ele visitava dependentes químicos e os orientava para abandonar o vicio, ele botava mesmo a mão na massa, ia até a casa do sujeito falava com ele e o levava até o centro.Mesmo sobre as ameaças de traficantes, pois você mexer com drogado é algo sério, tentar tirar o ganha pão do trafico que são as pessoas dependentes químicas é ousado para esse mercado, arriscado e exige coragem, não é todo pastor espiritual que entra na favela e se expõe a esse perigo, ele ia lá e fazia conforme o se coração mandava. Ele também visitava um senhor de idade que a família já não cuidava e nem ligava pra saúde dele, mas ele ia lá, dava chá, orava por ele, o banhava, não era o seu dever, mas era sua missão na terra. O mesmo senhor morreu no sábado de Aleluia, mesmo triste nosso orientador sabia que tinha feito a sua parte. Ele também se juntava com o nosso grupo as vezes para nos mobilizar para irmos de casa em casa pedindo um quilo de alimento para crianças abandonadas, é verdade, garanto! Eu ia e ficava muito satisfeito com esse trabalho social. E você recrutar (no bom sentido) jovens para exercer cidadania hoje em dia quando ao invés disso poderia estar no Facebook é uma arte, Mas a missão da nossa orientadora e a minha era ameninar o trabalho dele, era cuidar de uma parte do grupo que estava crescendo, porém que não tinha tanta necessidade, quanto as criancinhas e os idosos que ele visitava. Mas além de nós dois tinha outra amiga, uma terceira, e nós três fora ele que zelava pela manutenção do centro, orientando os mais jovens e se mexendo com eles para ir atrás de recursos para o centro e para doação, como já disse. Era uma trindade que funcionava muito bem, a nossa orientadora era como a mãe, eu como o tio e a outra a tia (apelido que pegou por se professora). E um quarteto se você incluí-lo. Dois casais e uma missão manter uma religião que não faz mal a ninguém, mas que infelizmente é muito mal divulgada (opiniões a parte, se você concorda ou não é outra estória). Mas a semana santa vai nos marcar para sempre. O que aconteceu?Próximo conto eu conto...